quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Amy, a dona de um estilo

Reprodução/Heidi Slimane©
Heidi Slimane©

No mundo da moda consumimos Amy Winehouse a exaustão lá pelos idos de 2007 e 2008. O álbum "Back to Black", lançado em outubro de 2006, certamente embalou redações de veículos de imprensa por meses. Revistas, sites, programas de televisão reproduziram o visual pin-up da cantora em editoriais ou matérias. No you tube pipocam tutoriais de maquiagem que ensinam a reproduzir seu “make” .


A modelo brasileira Isabeli Fontana encarnou Amy Winehouse neste ensaio para Vogue Paris em fevereiro de 2008, clicado por Peter Lindbergh©

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Campanhas publicitárias também a fagocitaram. Até a Chanel se rendeu. Karl Lagerfeld, era fã da cantora e com seu toque de midas disseminou a “Amymania”, quando na coleção de outono inverno 2008 propôs um look inspirado na diva.

Credit: ANG/Fame©
Março de 2008: Amy no auge, entre Karl, as gêmeas Olsen e Bernard Arnault, o todo poderoso da LVMH



Chanel outono-inverno 2008
A modelo canadense Coco Rochas encarna a Amy delux da Chanel

Chanel Paris-London 2008  Coco Rocha by Karl Lagerfeld (3)

Chanel Paris-London 2008  Coco Rocha by Karl Lagerfeld (4)

Copy of Chanel Paris-London 2008  Coco Rocha by Karl Lagerfeld (2)

Chanel Paris-London 2008  Coco Rocha by Karl Lagerfeld (2)

Chanel Paris-London 2008  Coco Rocha by Karl Lagerfeld (1)




Aqui no Brasil, serviu de inspiração para o catálogo da joalheria Guerreiro:

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Magra, tatuada, com um cabelo escuro e muito volumoso no topo da cabeça, franjão, ostentava traços generosos de delineador nos olhos. Preferia saias, vestidos, shorts curtos e decotes. Gostava de marcar a cintura. Seu visual foi tão difundido que virou opção para festa a fantasia.

Ela se tornou um ícone fashion, sem precisar do respaldo grandes estilistas. Se formos analisar isoladamente, as roupas de Amy não tinham nada de inovador. Mas o visual se tornou genuíno porque somava a ingenuidade e juventude de uma menina em seus 20 e poucos, com o poder e a sensualidade de sua voz rouca.


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Terry Richardson©

É indiscutível que a vitalidade vocal e a personalidade de Amy explodiram como uma bomba mundo da música e da moda, ambos sempre ávidos por unanimidades. Ultimamente, quando aparecem são moldadas por jogadas de marketing, clipes polêmicos, figurinos extravagantes. Têm seu valor de imagem, sim, porém, lhes faltam alma. Vozes como a de Amy, carregadas de emoção, e de inquietude, são raras.

Reprodução/Heidi Slimane©
Heidi Slimane©

Não fui uma devota de Amy, contudo, quando conheci seu trabalho incluí-la na lista de cantoras completas. Além da voz poderosa elas têm outras qualidades: sabem escolher repertório e bons músicos para acompanhá-las.

(Confindencio aqui que a minha lista é encabeçada por Elis Regina. Adoro ver suas fotos e shows, cabelo curtinho e sorriso sincero. Contudo, o que me impressiona toda vez que escuto é sua capacidade de cantar dando risada, chorando, ou com a respiração se esvaindo para dar ritmo dramático a música. E isso sem nunca desafinar uma nota. Também uma unanimidade. Também intensa).

É triste Amy morrer prematuramente, e vítima de suas próprias atitudes. Ao mesmo tempo, quando acontece uma tragédia dessas sempre se levanta a questão:
quanto a necessidade sádica que a sociedade tem de se divertir com a vida dos outros, e com desgraça alheia, afeta personalidades sensíveis e transparentes?

Parecia ser o caso de Amy Winehouse. E pra piorar a situação ela nasceu na Inglaterra, país exportador da imprensa sensacionalista. Basta ver o atual escândalo envolvendo o News of the World para ter uma noção do perseguição implacável que a cantora sofria. Sua produção musical foi minguando e acabou ofuscada pelas suas noitadas e preferências narcóticas.

Amy Winehouse não morre imaculada, mas deixa um legado de estilo. E haverá rivals. Unanimidades se tornam clássicos.

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eu hoje!!!!

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SER FELIZ

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APESAR DE TUDO ...SER FELIZ

glamour!!!!!!!!!

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